O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira, 3, que todas as informações inseridas no sistema de registro de imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) são rastreáveis e feitas por meio de cadastro. Segundo a pasta, não há relato de invasão externa ou acesso sem registro no sistema.
A afirmação ocorre em meio à Operação Venire, deflagrada anteriormente pela Polícia Federal, que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 nos sistemas do ministério. Dezesseis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva foram expedidos em Brasília e no Rio de Janeiro. Entre os seis presos nesta manhã está o tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o Ministério da Saúde destacou que mantém uma “rotina para sua segurança” e que passa por auditorias regularmente. A pasta acrescentou que, desde o início das investigações, mantém conduta alinhada à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Lei de Acesso à Informação.
“O Ministério da Saúde informa que colabora com as investigações da Polícia Federal na forma da lei e permanece à disposição das autoridades.”
Operação Venire
A residência do ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira. Os agentes também recolheram o celular de Bolsonaro.
“Eu nunca disse que tomei a vacina [de covid-19]. Nunca me pediram um cartão de vacinação nos Estados Unidos. Não há adulteração da minha parte”, disse o ex-presidente, ao deixar sua residência em Brasília, acompanhado de advogados.
Entre os seis presos na operação está o tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente de Bolsonaro. A informação foi confirmada pela defesa do ex-assessor.
Segundo a Polícia Federal, as inserções de dados falsos ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e tiveram como consequência “a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, ou seja, a condição de imunização contra a covid-19 dos beneficiários”. ” .
“Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para contornar as atuais restrições sanitárias impostas pelas autoridades públicas (Brasil e Estados Unidos) visando prevenir a propagação de doenças contagiosas”, completou a corporação.