RN 24 Horas

A Noticias Vidrada 24 Horas. Veja toda notícia do Rio Grande do Norte e Região.
Transferências de renda e empregos injetam mais de R$ 24 bilhões às famílias em um ano, diz IBGE

No entanto, houve um avanço de 7,7% em relação aos R$ 315,407 bilhões registrados em 2021, uma injeção de R$ 24,174 bilhões em apenas um ano – Foto: Reprodução

As famílias brasileiras ainda não haviam recuperado em 2022 o nível de renda anterior à pandemia de covid-19. Apesar do reforço dos programas de transferência de renda em ano eleitoral e do aumento do número de pessoas trabalhando, a massa de renda domiciliar per capita ficou quase R$ 10 bilhões abaixo do patamar obtido em 2019, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostras Contínua (PNAD Contínua) 2022 – Receita de todas as fontes, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 11.

A massa de renda familiar mensal real per capita – a soma de todas as remunerações familiares, trabalho, fontes formais e informais, incluindo apoios pagos pelo governo, como bolsas de estudo e pensões – totalizou R$ 339,581 bilhões em 2022, R$ 9,698 bilhões a menos que os R$ 349,279 bilhões registrados em 2019.

No entanto, houve um avanço de 7,7% em relação aos R$ 315,407 bilhões registrados em 2021, uma injeção de R$ 24,174 bilhões em apenas um ano. Todas as Grandes Regiões apresentaram aumento da massa de renda familiar per capita em 2022 em relação a 2021, com destaque para a região Norte, onde a massa aumentou 18,0%.

A Região Sudeste detinha mais da metade da receita total do país, R$ 170,5 bilhões (50,2% do total). O Sul foi de R$ 58,9 bilhões; Nordeste, R$ 58,4 bilhões; Norte, R$ 20,6 bilhões; e Centro-Oeste, R$ 31,1 bilhões.

Os 10% da população brasileira com os menores rendimentos detinham apenas 1,0% da renda total circulante entre as famílias, enquanto os 10% mais ricos concentravam 40,7% dessa riqueza. O grupo dos 10% mais ricos concentrava uma renda quase equivalente a toda a renda auferida pelos 80% mais pobres (que juntos detinham apenas 43,4% de toda a massa de renda das famílias brasileiras).

fonte de renda

A renda obtida em todos os empregos representou 74,5% da renda média mensal real per capita familiar em 2022. Os 25,5% restantes vieram de outras fontes, que se dividiram em aposentadorias e pensões (18,1%), aluguéis e arrendamento (1,9%). ), pensão alimentícia, doação e ajuda de custo para não residentes (0,9%) e outras receitas, categoria que inclui os programas de transferência de renda (4,6%).

A proporção de habitantes com renda passou de 59,8% em 2021 para 62,6% em 2022, a maior proporção da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real de todas as fontes – daqueles que recebiam algum tipo de renda – cresceu 2 0,0% em relação a 2021, para R$ 2.533: a renda de todos os trabalhos caiu 2,1%, para R$ 2.659, mas a renda de outras fontes cresceu 12,1%, para R$ 1.657.

Dentro das receitas de outras fontes, a categoria que inclui os programas de transferência de renda atingiu o valor recorde de R$ 814 em 2022, após a mínima histórica de R$ 562 em 2021, o que significa um salto de 44,8% na média do valor obtido em ano eleitoral.

Daniela Amorim – Estadão Conteúdo

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.